domingo, 22 de agosto de 2021

SOBRE AS RELAÇÕES HUMANAS

 Sobre a questão energética 

 


 

 

Ual! 
Quando eu vi isso eu pensei: eu preciso escrever sobre isso. 

Eu não sei se a frase e o desenho são do Juan 
Se só a frase, se só o desenho....  


Mas amei os dois. 


A questão energética não passa, como muitos possam pensar, pela questão religiosa, crença, mística... A questão energética é REAL. 

Freud entedia a PSIQUE humana como uma energia (como alma mesmo - psique vem do grego alma). Uma energia que está em todo nosso corpo e não apenas no nosso cérebro. Os cientistas céticos continuam a achar que a nossa personalidade, o nosso EGO, o nosso ser individual habita no cérebro. Essa é uma visão muito reducionista do que é o ser humano. 

O nosso sistema nervoso central: cérebro e medula, está totalmente conectado ao sistema nervoso periférico: todas as células nervosas (neurônios) que se encontram em todo o nosso corpo. 


Quando eu tive herpes zoster na perna (panturrilha esquerda) fiquei por dois anos sem sentir o meu dedo mindinho do pé esquerdo. A herpes zoster é um vírus que ataca as células nervosas. E hoje ainda depois de quase quatro anos ainda tenho resquícios de sequela. 

O que acontece? 


Os neurônios que ligam o dedo mindinho ao cérebro foram afetados pelo vírus. O sinal: dedo mindinho do pé esquerdo não chega ao cérebro e simplesmente “deixa de existir no cérebro”.  

Pense em uma crise nervosa ou de estresse: seus ombros, trapézio, pescoço ficam tensos; suas mãos podem tremer ou suar muito; seus estomago pode doer; seu coração pode acelerar; sua respiração pode ficar ofegante; etc. Os impulsos enviados para o cérebro de que há algo de errado se espalham por todo o corpo. 


E como o cérebro sabe que há algo errado, pelo que ele captou através dos sentidos: a visão, o olfato, o paladar, o tato, a audição, a percepção do tempo (exemplo: preciso entregar um job às 18h00 e já são 17h30) e a percepção do espaço (como vou conseguir entrar no vagão do metrô na praça da sé às 18h00 – em tempos que não havia pandemia, sinceramente não sei como está hoje). 

 

[[[Conteúdo aleatório: 

Hoje já entendemos que temos 7 sentidos e não 5. Não faz mais sentido dizer: “meu sexto sentido diz que....”. Agora temos que dizer: meu oitavo sentido diz que.... rs 

Assim como hoje entendemos que não vivemos mais em um mundo 3 D (comprimento, largura e altura), mas em (na minha opinião) um mundo no mínimo 5 D (comprimento, largura, altura, profundidade e tempo) e muitos cientistas já defendem essa tese. Achei na internet a seguinte frase: “estamos providos de três dimensões a constituírem as modalidades de nossa vida: a dimensão física, a dimensão psíquica e a dimensão simbólica.”  (Jornal do Comércio - As três dimensões humanas (jornaldocomercio.com)). Então seriam 7 dimensões: 5 físicas + psíquica + simbólica...  

Enfim, não nos estendamos nesses por menores.]]] 

 

Sendo assim todo nosso corpo é palco da ação emocional (psíquica). 

E não é segredo para ninguém que nosso corpo é movido pela energia produzida pela alimentação.  

(Aulas de biologia no ensino médio ATP e sei lá mais OQ) 

E nessa lógica minha, você não precisa concordar – mas acho que Freud concordaria – nosso psiquismo é PURA ENERGIA! 
 

“Mano do céu, que viagem! Que chá essa mina tomou?” 

Camomila com maracujá, porquê essa semana tá TENSA. 

 

Eu sempre disse, na sessão eu – paciente - paciente – eu os INCONSCIENTES entram em contato. O paciente com a associação livre e eu com a atenção flutuante. Nada mais existe além disso. 

Mas desde março de 2020, com as sessões on line o trabalho do analista ficou muito mais difícil. Não há o encontro energético, os encontros ente os INCONSCIENTE. 

Para suportar esse IMENSO VAZIO que é a presença energética do outro, inicialmente eu peguei o hábito de anotar loucamente tudo o que o paciente falava. Se pegarmos as minhas anotações desse período, cada sessão tem 5 folhas “de fichário” frente e verso, por sessão. 


Com o tempo comecei a selecionar as anotações e hoje faço no máximo 2 folhas3 anos atrás, mas não lembro o que ele disse na semana passada. 

O sentimento que tenho é que quando o paciente entrava na sala minha mente se desligava de tudo e automaticamente se ligava a mente do paciente, me fazendo lembrar de tudo o que o paciente já tinha me contado. E as anotações pós consulta eram de cunho: o CRP me obriga a fazer isso. 


Hoje sinto que realmente preciso das anotações e vivo a consulta-las. Lembro coisas que um paciente me disse a 3 anos atrás, mas esqueço do que o paciente me disse na semana passada. 

Fica mais difícil entender o que a pessoa quis realmente dizer, como ela de fato está (nas mensagens, nas lives, nas calls, nas conferences...), qual o humor da pessoa, qual o sentimento da pessoa, o olhar e energia, as mensagens inconscientes do corpo (cada mínimo movimento que não pode ser visto em uma conference em que aparece apenas o rosto atrás do filtro de uma câmera e de uma tela –2 filtros - além dos filtros que os aplicativos oferecerem que podem mudar a pele ou uma olheira) a relação torna-se mais vazia, mais superficial, menos íntima e mesmo sem percebemos o nosso corpo pede por intimidade e o sintoma é uma angústia sem nome: “não entendo de onde vem isso, deve ser da pandemia.”  

Pode ser o medo da morte, o medo de perder alguém, o medo de adoecer, mas pode ser o sentimento de estar só, de não ser compreendido e de não compreender o outro.  

O ser humano é um ser completamente social. Isso quer dizer que dificilmente um ser humano sozinho sobreviveria e também quer dizer que a perpetuação da nossa espécie dependeu completamente da capacidade social do ser humano e principalmente da comunicação. 

Entendemos que a comunicação não é só verbal através da linguagem. Se assim fosse não entenderíamos que nosso gato está com fome quando ele anda atrás de nós miando, que nosso cachorro está feliz quando chegamos em casa e ele vem nos recepcionar na porta com o rabo abanando, etc. 


A comunicação trata-se de um conjunto complexo de fatores associados: os gestos, o olhar, o aspecto da face, o tom da voz, a cadencia da fala, o ritmo, E A ENERGIA etc.  

Por exemplo, quando alguém nos faz a pergunta: “quer um copo de água?” ela não diz: "quer um copo de água ponto de interrogação”. Pela candência, pelo ritmo, pelos gestos etc. Sabemos que a pessoa está nos perguntando e não afirmando. 

Nas relações de WhatsApp (mesmo com vídeo da nossa cara), perdemos muitos aspectos da comunicação e a compreensão do outro torna-se potencialmente mais complexa e complicada. 


Vemos diariamente pessoas que sofrem por interpretar erroneamente uma mensagem no WhatsApp.  


Enfim, as relações humanas vão muito além da linguagem escrita ou falada. Com as relações remediadas por objetos eletrônicos, surge um grande sentimento de não relação. Gerando angustia, vazio existencial, ansiedade, melancolia e muitos outros transtornos psicológicos. 


CLAUDIA SCARMAGNANI

22/08/2021

A COR DE CADA MÊS

 



Associar cores a meses tem sido uma importante ferramenta para conscientizar a população sobre temas como câncer, transtornos mentais e doação de órgãos.
Por Fernando Barros e Luiza Monteiro Atualizado 12 nov 2020, 12h08 - Publicado em 20 dez 2017, 14h45 

A depressão afeta 322 milhões de pessoas no mundo e 11,5 milhões de brasileiros, segundo a OMS. Já os transtornos de ansiedade acometem 264 milhões (18,6 milhões ... 

Leia mais em: https://super.abril.com.br/mundo-estranho/alem-do-outubro-rosa-que-outros-meses-tem-cor/?fbclid=IwAR2UkNCQ-rLZWu1hcM0CYFMXBz6Ubh_dYwSXgQ1AR3Iz2fCIIXAcpQ325S0


Está chegando: SETEMBRO AMARELO


 


Mais do que nunca é fundamental estarmos preparados e atentos com relação ao tema SUICÍDIO. 
O tema ainda é um grandessíssimo tabu, erro que deve ser corrigido imediatamente.

Com o numero cada vez mais crescente de suicídios no mundo o tema precisa ser discutido abertamente nas famílias, nas escolas, nas universidades, em grupos de apoio públicos (que são muito poucos no Brasil), instituições religiosas, ongs, empresas... ou seja, em toda e qualquer esfera institucional.

Existe o MITO que o suicídio é mais comum entre jovens e adolescentes, contudo isso é uma falácia. Demonstrando a importância de empresas e outras instituições frequentadas por adultos também abrirem espaço para esse tipo de discussão. Locais públicos como os CATs (centro de atendimento ao trabalhador), ongs e grupos abertos de apoio (grupos como o AA) voltadas para o atendimento específico de pessoas com pensamentos suicidas e desejo de morte.

Alguns dados desatualizados, pré pandemia:






Pontos a serem observados:
O número pode ser muito maior, porque algumas famílias e médicos podem não registrar devidamente a morte como suicídio. 
Em alguns casos pode ser registrado como overdose, perda de sangue, etc.

Não temos dados atualizados com o cenário pós pandemico.

[CLAUDIA SCARMAGNANI]

REPORTAGEM:

Setembro Amarelo: O impacto da pandemia nos índices de suicídio

Desde o início da pandemia, diversos países relatam casos de suicídio relacionados aos impactos da crise do coronavírus. O isolamento social, medo da contaminação e problemas financeiros aumentaram os casos de ansiedade, depressão, estresse e insônia na população em geral.

Segundo alguns estudos, alguns grupos são mais vulneráveis a enfrentar transtornos psicológicos relacionados ao estresse do momento e ideações suicidas. Entre eles estão pessoas com distúrbios psiquiátricos pré-existentes, pessoas vivendo em áreas de alto risco de contaminação por COVID-19 e pessoas que perderam algum amigo ou parente por causa do vírus.

A conexão social é fator crucial para saúde emocional e estabilidade social. Desde o início da pandemia no Brasil, as organizações de saúde aconselham o isolamento social para evitar a contaminação. Quem segue as orientações, está há cerca de cinco meses sem o convívio com amigos e família e sente, em algum grau, a ausência da vida social.

Outro aspecto importante é o acompanhamento psicológico de quem enfrentou quadros graves de COVID-19. Na China, 96,2% dos pacientes que se recuperaram da doença tiveram sintomas de estresse pós-traumático.

Quem se contamina durante uma epidemia sente alguns medos, como de infectar outras pessoas, dos sintomas da doença e da internação hospitalar. Isso pode levar a quadros de ansiedade, depressão e estresse pós-traumático.

O impacto de epidemias anteriores nos números de suicídio

O cenário da pandemia de COVID-19 é muito novo. Muitos especialistas lançam um olhar sobre o passado para buscar dados e entender o que o mundo está vivendo.

Desde a Gripe Espanhola (1918-1919), o mundo não vivia uma tragédia na saúde da magnitude da pandemia de COVID-19. A epidemia do século XX infectou cerca um terço da população mundial. Além das pessoas que contraíram Gripe Espanhola, outro problema na época foi o aumento no número de suicídios, relacionados ao medo da doença e o período de isolamento.

Em 2003, durante a epidemia de SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave) na Ásia, também houve um aumento nos números de suicídio, especialmente entre pessoas acima de 65 anos. Um terço dos casos de suicídio na época foram de pessoas que estavam vivendo em isolamento social.

Pesquisas indicaram que os casos eram atribuídos ao medo de contrair a doença, medo de ser um fardo para família, ansiedade generalizada, isolamento social e estresse psicológico.

Suicídio: Sinais para ficar alerta

O comportamento suicida geralmente está relacionado a condições psiquiátricas. Isso inclui distúrbios de humor, ansiedade, sono e uso de substâncias. Estudos dos Estados Unidos indicam que mais de 90% dos suicídios estão associados a distúrbios psiquiátricos.

Isso inclui não só pacientes em tratamento psicológico como um grande número de pessoas que possui transtornos, mas não tem o devido acompanhamento profissional. Um estudo internacional indicou que 32,2% dos quadros de esquizofrenia, depressão maior e alcoolismo da Europa e Américas do Norte e do Sul não recebem tratamento.

Então, se a pessoa enfrenta doenças como depressão, ansiedade e bipolaridade, vale prestar ainda mais atenção em como ela está lidando com o atual cenário. Outros pontos de alerta são:

- Episódio traumático, como perda de alguém próximo,

- Fatores estressores, como problemas financeiros,

- Falar excessivamente sobre morte e sinalizar desesperança,

- Isolamento, sem responder mensagens ou interagir em redes sociais.

O que fazer para prevenir um suicídio

Se você tem ideias suicidas...

1. Não tenha vergonha:

Os pensamentos suicidas rondam a mente de muitas pessoas que estão à nossa volta e, na maioria das vezes, nem sabemos disso. Por esse motivo não sinta vergonha e nem ache que está sozinho por ter esses sentimentos.

Para isso, é importante cultivar a aceitação, lembrando que ninguém é perfeito, e que qualquer pessoa pode melhorar e progredir em todas as áreas da vida, com dedicação e foco no que de fato importa.

2. Busque ajuda:

Quando os pensamentos suicidas dominam a mente, é comum acreditar que ninguém pode ajudar e que colocar fim à própria existência seria uma solução para isso. Porém, você deve combater essa crença, procurando ajuda adequada entre amigos, familiares e, especialmente, profissionais da saúde.

Em um primeiro momento, busque pessoas de confiança e abra seu coração para contar sobre seus sentimentos. Embora elas nem imaginam o tamanho de seus conflitos, poderão ajudar você a acreditar que há esperança em meio aos problemas, bem como a encontrar um tratamento médico seguro e eficaz.

Psicólogos e psiquiatras são importante para conseguir tratar e lidar com os sintomas. A psicoterapia auxilia a lidar com as angústias e o uso de medicamentos tem como objetivo controlar os sintomas. O teste farmacogenético pode ser um aliado para tornar o tratamento mais eficaz e com menos riscos de efeitos colaterais.


3. Acredite que há solução

Acredite na sua própria capacidade e na força que tem para vencer os problemas que enfrenta nesse momento. Fazer um plano de ação para sua vida é a ferramenta ideal para encarar os desafios diários.

Estabeleça metas de curto, médio e longo prazo para cada um dos problemas, dessa forma, os conflitos serão enfrentados por etapas e as soluções aparecerão de forma mais clara. Além disso, as pessoas de sua confiança podem auxiliar na solução das tarefas diárias, o que favorece o sentimento de confiança e afasta os pensamentos suicidas que geram desânimo.

4. Conheça histórias de pessoas que superaram episódios de depressão

Estar ciente que outras pessoas já enfrentaram as dificuldades como aquelas que você tem passado e conseguiram superar é uma excelente forma de constatar que os problemas não durarão para sempre, e que medidas radicais não são necessárias para resolvê-los.


Se você conhece alguém que pode estar passando por isso...

1. Se mostre disponível

Mostre seu apoio e que você está disponível para conversar. Busque ouvir a pessoa com a mente aberta e sem julgamentos.

2. Incentive a buscar ajuda profissional

Tente mostrar a importância de buscar ajuda profissional. Com o acompanhamento e tratamento é possível encontrar uma saída.

3. Proteja a pessoa

Se existe algum perigo imediato, não deixe a pessoa sozinha. Procure assegurar-se de que ela não tenha meios para tentar suicídio, como armas de fogo ou medicamentos.

4. Indique o CVV

O Centro de Valorização da Vida (CVV) trabalha para oferecer suporte emocional e realizar a prevenção do suicídio. A organização é reconhecida como Utilidade Pública Federal desde a década de 1970. 

Voluntários ficam à disposição 24 horas para oferecer atendimento pelo telefone 188 ou pelo chat online no site. O atendimento é anônimo e realizado por voluntários que guardam sigilo.

Depressão e Setembro Amarelo: Como você pode ajudar a salvar vidas

Referências:

The impact of the COVID-19 pandemic on suicide rates. Leo Sher. QJM: An International Journal of Medicine, 2020









quinta-feira, 19 de agosto de 2021

Deve ser Burnout

 (paródia - Que se chama amor - Só pra contrariar) 

 




DEVE SER BURNOUT

Como é que um cliente assim me irrita tanto 

E toma conta de todo meu e-mail 

É Um estresse tão grande disparou meu coração 

Maior ansiedade que a pessoa pode ter 

 

É um projeto novo não consigo entender 

E eu nem sei oq tenho que fazer 

Me sinto incompetente 

Consequência dessa ata 

Que não tem dia e não tem hora pra fazer 

 

Aí eu me afogo num litro de café 

Que nele esteja minha animação 

então eu trabalho todo dia a meia noite 

me jogo na cama não assisto o corujão 

  

Meu chefe não 

Eu não posso enfrentar o pavor 

Deve ser Burnout (oooooo o o o) 

 

Tirou todo meu prazer (eee e e e) 

 

 Dia dia um briefing novo 

Já estou ficando louco 

Quero desaparecer (eeeee) 


CLAUDIA SCARMAGNANI

MAIO/2021

quinta-feira, 8 de julho de 2021

O monstro chamado CULPA


O MONSTRO CULPA MINHA / CULPA SUA: 

Eu sempre pensei: quem dá muita desculpa é porque é culpado. A pessoa isenta de culpa não precisa ficar se justificando, se defendendo. Mas, hoje me dei conta de que na verdade eu estava errada em meu pensamento. Na verdade "Quem dá muita desculpa é porque se sente muito culpado". 

Sabe aquela culpa que a gente carrega na vida? Não a culpa especifica pela situação atual, mas a CULPA como uma entidade que se apossa da nossa mente. 

Muitas vezes nos sentimos culpados a vida toda por coisas que nem sabemos:

"Eu me sinto culpad@." 

É essa frase que aparece na terapia. 

E a maior parte das vezes a pessoa sente-se culpada por coisas que não são culpa dela, mas que outras pessoas atribuíram a ela: enfiaram pela garganta dela (violentamente assim para o psiquismo em formação). 

A pessoa sente que tudo o que acontece de errado é culpa dela e por isso tantas desculpas e justificativas.

Por outro lado há a pessoa que nega a culpa até a morte. Pode ser a culpa por uma coisa extremamente banal: um copo quebrado e imediatamente:

"Não foi culpa minha, esse detergente que escorrega muito, a pressão da água da torneira que tá desregulada, um absurdo, não dá pra lavar louça assim." 

A pessoa não consegue assumir nenhum tipo de erro que cometeu, pois não cabe mais culpa dentro de si. A pessoa nega para si mesma e PRECISA EMOCIONALMENTE sentir que está livre daquela culpa (como se fosse possível). Na realidade essa pessoa sente muita culpa!

Da mesma forma existem as pessoas que estão sempre apontando o dedo para as culpas dos outros, ou atribuindo suas culpas aos outros: 

"Não fui eu, foi el@!"

ou:

"Mas na semana passada Fulan@ / você fez uma coisa muito pior... você lembra né?"

Da mesma forma em uma tentativa frustrada de não sentir culpa.


Quem nunca?

"Eu sou assim / eu faço isso porquê quando eu era criança eu sofri bullying na escola, o meu pai me batia, uma vez eu vi um assalto e tudo isso me deixou traumatizado."

Atire a primeira pedra!


O MONSTRO CULPA! A CULPA COMO ENTIDADE que opera na formação do psiquismo do indivíduo.


É preciso na terapia escavar essas culpas que são carregadas desde muito tempo, muitas vezes desde a primeira infância:

"Eu me sinto culpad@ por ter nascido, pois não fui um filh@ planejado". 


Assumir a culpa pelos próprios erros em todas as instancias da vida, ser capaz de dizer: eu errei quando se erra ou não sentir-se culpado por tudo o que acontece e simplesmente dizer: "Não tenho nada a ver com isso." (quando for de fato verdade); equilibrar essas duas pontas é um exercício muito difícil e necessita de muita maturidade emocional.


Assim como faz parte dessa maturidade enxergar, entender, aceitar e acolher quando o outro não é capaz de ter o mesmo comportamento.

Isso não significa assumir a culpa dos outros, significa saber que o outro possui (assim como você) limitações emocionais das quais você não tem responsabilidade nenhuma de tentar resolver ou de apontar o dedo, a não ser que essa responsabilidade lhe seja delegada: 

"Você é um terapeuta, psicólogo, psicanalista, psiquiatra e eu preciso da sua ajuda."


Ou seja, dessa maturidade emocional faz parte saber o limite que existe entre você e o outro. O outro é o outro, se ele quiser resolver os problemas dele, ele que deve buscar ajuda. Pois apontar um defeito pode ser muito doloroso.


O que eu faço então, quando tenho essa maturidade, mas não sou terapeuta do meu amigo, da minha mãe, do meu pai, dos meus irmãos, da minha sogra.... ???


NADA!


Enxergue, entenda, aceite, acolha, perdoe e aja em prol de amenizar a situação e estancar o conflito.


Se não for possível aceitar, acolher, perdoar e agir em prol de amenizar a situação e estancar o conflito, afaste-se da pessoa, pois você não pode mudar ninguém. A mudança ocorre quando o individuo percebe suas limitações emocionais e deseja buscar ajuda para mudar.

Muitas pessoas vão dizer:

"Eu sou assim, sempre fui assim e vou continuar assim."

E, ok! A pessoa está no direito dela.


Cabe a você escolher acolher e aceitar ou escolher se afastar da pessoa.


NÃO CABE A NINGUÉM mudar o que o outro é. 


Nem ao terapeuta, cabe ao terapeuta ajudar o paciente a enxergar, entender, aceitar, acolher e perdoar a si mesmo, promovendo a possibilidade de mudança. 


Meu nome é Claudia, sou psicóloga com especialização em psicanálise, formada e atuante desde 2007 (mais de 13 anos de experiência) com atendimento individual de jovens e adultos para tratamento de depressão, ansiedade, estresse, transtornos alimentares (bulimia, anorexia, compulsão alimentar), dificuldades de relacionamento interpessoal, síndrome do pânico, fobias, luto, separação, vícios, transtorno bipolar, transtornos de personalidade e outros. Inclusive, também recomendo a psicoterapia para aqueles que desejam se aprofundar no autoconhecimento e autodesenvolvimento.

Técnicas auxiliares: hipnoterapia e Medicina Tradicional Chinesa.


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