quinta-feira, 8 de julho de 2021

O monstro chamado CULPA


O MONSTRO CULPA MINHA / CULPA SUA: 

Eu sempre pensei: quem dá muita desculpa é porque é culpado. A pessoa isenta de culpa não precisa ficar se justificando, se defendendo. Mas, hoje me dei conta de que na verdade eu estava errada em meu pensamento. Na verdade "Quem dá muita desculpa é porque se sente muito culpado". 

Sabe aquela culpa que a gente carrega na vida? Não a culpa especifica pela situação atual, mas a CULPA como uma entidade que se apossa da nossa mente. 

Muitas vezes nos sentimos culpados a vida toda por coisas que nem sabemos:

"Eu me sinto culpad@." 

É essa frase que aparece na terapia. 

E a maior parte das vezes a pessoa sente-se culpada por coisas que não são culpa dela, mas que outras pessoas atribuíram a ela: enfiaram pela garganta dela (violentamente assim para o psiquismo em formação). 

A pessoa sente que tudo o que acontece de errado é culpa dela e por isso tantas desculpas e justificativas.

Por outro lado há a pessoa que nega a culpa até a morte. Pode ser a culpa por uma coisa extremamente banal: um copo quebrado e imediatamente:

"Não foi culpa minha, esse detergente que escorrega muito, a pressão da água da torneira que tá desregulada, um absurdo, não dá pra lavar louça assim." 

A pessoa não consegue assumir nenhum tipo de erro que cometeu, pois não cabe mais culpa dentro de si. A pessoa nega para si mesma e PRECISA EMOCIONALMENTE sentir que está livre daquela culpa (como se fosse possível). Na realidade essa pessoa sente muita culpa!

Da mesma forma existem as pessoas que estão sempre apontando o dedo para as culpas dos outros, ou atribuindo suas culpas aos outros: 

"Não fui eu, foi el@!"

ou:

"Mas na semana passada Fulan@ / você fez uma coisa muito pior... você lembra né?"

Da mesma forma em uma tentativa frustrada de não sentir culpa.


Quem nunca?

"Eu sou assim / eu faço isso porquê quando eu era criança eu sofri bullying na escola, o meu pai me batia, uma vez eu vi um assalto e tudo isso me deixou traumatizado."

Atire a primeira pedra!


O MONSTRO CULPA! A CULPA COMO ENTIDADE que opera na formação do psiquismo do indivíduo.


É preciso na terapia escavar essas culpas que são carregadas desde muito tempo, muitas vezes desde a primeira infância:

"Eu me sinto culpad@ por ter nascido, pois não fui um filh@ planejado". 


Assumir a culpa pelos próprios erros em todas as instancias da vida, ser capaz de dizer: eu errei quando se erra ou não sentir-se culpado por tudo o que acontece e simplesmente dizer: "Não tenho nada a ver com isso." (quando for de fato verdade); equilibrar essas duas pontas é um exercício muito difícil e necessita de muita maturidade emocional.


Assim como faz parte dessa maturidade enxergar, entender, aceitar e acolher quando o outro não é capaz de ter o mesmo comportamento.

Isso não significa assumir a culpa dos outros, significa saber que o outro possui (assim como você) limitações emocionais das quais você não tem responsabilidade nenhuma de tentar resolver ou de apontar o dedo, a não ser que essa responsabilidade lhe seja delegada: 

"Você é um terapeuta, psicólogo, psicanalista, psiquiatra e eu preciso da sua ajuda."


Ou seja, dessa maturidade emocional faz parte saber o limite que existe entre você e o outro. O outro é o outro, se ele quiser resolver os problemas dele, ele que deve buscar ajuda. Pois apontar um defeito pode ser muito doloroso.


O que eu faço então, quando tenho essa maturidade, mas não sou terapeuta do meu amigo, da minha mãe, do meu pai, dos meus irmãos, da minha sogra.... ???


NADA!


Enxergue, entenda, aceite, acolha, perdoe e aja em prol de amenizar a situação e estancar o conflito.


Se não for possível aceitar, acolher, perdoar e agir em prol de amenizar a situação e estancar o conflito, afaste-se da pessoa, pois você não pode mudar ninguém. A mudança ocorre quando o individuo percebe suas limitações emocionais e deseja buscar ajuda para mudar.

Muitas pessoas vão dizer:

"Eu sou assim, sempre fui assim e vou continuar assim."

E, ok! A pessoa está no direito dela.


Cabe a você escolher acolher e aceitar ou escolher se afastar da pessoa.


NÃO CABE A NINGUÉM mudar o que o outro é. 


Nem ao terapeuta, cabe ao terapeuta ajudar o paciente a enxergar, entender, aceitar, acolher e perdoar a si mesmo, promovendo a possibilidade de mudança. 


Meu nome é Claudia, sou psicóloga com especialização em psicanálise, formada e atuante desde 2007 (mais de 13 anos de experiência) com atendimento individual de jovens e adultos para tratamento de depressão, ansiedade, estresse, transtornos alimentares (bulimia, anorexia, compulsão alimentar), dificuldades de relacionamento interpessoal, síndrome do pânico, fobias, luto, separação, vícios, transtorno bipolar, transtornos de personalidade e outros. Inclusive, também recomendo a psicoterapia para aqueles que desejam se aprofundar no autoconhecimento e autodesenvolvimento.

Técnicas auxiliares: hipnoterapia e Medicina Tradicional Chinesa.


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